Ainda Vale a Pena Fazer Compras nos EUA?

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Estamos com uma viagem programada pra outubro e o dólar a quase quatro reais afasta quase que imediatamente os planos de fazer qualquer tipo de compra.

Nesse cenário, a primeira coisa que entra em ação e está cada vez mais importante é a famigerada lista de desejos.  Se há poucos anos a gente podia comprar qualquer coisa nos EUA sem muita pesquisa, hoje tudo deve ser calculado na ponta do lápis.

Eu, por exemplo, estava querendo uma bolsa da Longchamp.  Ela é prática, leve em viagens e normalmente valia muito mais a pena comprar lá.  Não mais. A bolsa pequena que eu comprei custa hoje U$125. Aqui nem SP, na loja do JK, a mesma bolsa está custando R$400,00. Eles parcelam em 3x e mandam para o Brasil todo pelo correio. Ou seja, vale comprar aqui.

No quadro abaixo, alguns preços que pesquisei nos últimos dias:

R$XU$

Fica bem claro que não dá pra sair comprando na doida, né?  A regra que eu percebo ser mais ou menos geral é: quanto mais high end ou exclusivo o produto, mais vale comprar fora.  Essa regra vale pro Iphone, vale para óculos escuros, vale para tênis e bolsas de maneira geral. Itens como maquiagens e perfumes ainda valem a pena serem comprados lá.

Por exemplo, é possível comprar tênis excelentes para o dia-a-dia em lojas de outlet por aqui. Essa semana mesmo eu encontrei um tênis infantil da Nike por R$59,90. Os tênis mais específicos, os melhores para corrida por exemplo, ainda vale comprar lá.  Lógico que tudo também é uma questão de ter o valor disponível em dólar no momento da viagem ou preferir parcelar em várias vezes.   Um outro aspecto a ser considerado é a garantia para produtos eletrônicos, pois muitas vezes a garantia não é universal.

O post, de maneira geral, serve como um alerta: ainda vale comprar muita coisa, mas é preciso pesquisar e fazer conta antes.  E, por falar em conta, não vá esquecer de incluir nesse cálculo o IOF caso você vá pagar com cartão de crédito, tá?

Em tempos de vacas magras, é melhor deixar as compras em décimo-quinto plano e focar no que importa: diversão, descanso, tempo de qualidade em família ou em casal.  😉

No próximo post, falarei sobre um outlet bem bacana pertinho de São Paulo: O Catarina Fashion Outlet.

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Chile: Vinícolas Kid Friendly

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Quando se pensa em vinícolas no Chile não dá pra não pensar na Concha y Toro, não é mesmo? Partindo do centro de Santigo, em uma hora você está lá. Os vinhos são conhecidos, têm boa qualidade e é possível agendar horário de visita através do próprio site.  Eu estava na dúvida se deveríamos ir com duas crianças pequenas, mas não queria perder a oportunidade de conhecer as viñas chilenas.

Fiz algumas buscas pela internet e descobri a deliciosa Casas del Bosque, a vinícola perfeita para quem vai com crianças. Ela fica a 70km de Santiago e a 30km de Valparaíso, no Valle de Casablanca.  Além do tour pela vinícola, eles tem um parquinho e uma área externa maravilhosa para quem vai com crianças.  Enquanto você faz o tour, as crianças maiorzinhas podem ficar brincando no parquinho.  O tasting deles é muito profissional e você prova quatro ou cinco vinhos, entre reserva e grand reserva especiais.

O restaurante Tanino (reserve o almoço) é um dos melhores que eu já fui na vida.

Além desta maravilha, visitamos aquela que alguns dizem ser a melhor vinícola do Chile, a Matetic.  Trata-se de uma vinícola orgânica que produz os vinhos através de princípios biodinâmicos, busca mínimo impacto ambiental.  Demos sorte de conseguir chegar a tempo do último tour, que acabou sendo apenas para a nossa família.  As crianças ficaram interessadíssimas e até fizeram perguntas.  Eles são especialistas em Sauvignon Blanc, Chardonnay, Riesling, minhas uvas favoritas. 🙂

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Nós já tivemos oportunidade de visitar vinícolas aqui no Brasil, no Napa e na Itália e as vinícolas chilenas foram umas das melhores que visitamos. Pretendo voltar só com o marido e curtir mais a região. 🙂

Chile: Neve com Crianças

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Quando o destino é o Chile nos meses frios, especialmente entre final de junho e agosto, a neve é a cereja do bolo.  Fomos em agosto em uma temporada de neve que tinha sido fraca de nevascas.  Mas demos muita sorte e a neve começou a cair com muita força um dia antes de subirmos para as estações.

Como seria nossa primeira vez na neve, optamos por começar com Farellones, mais atrativa para crianças e depois ir até o Vallle Nevado. No entanto, Farellones estava com pouca neve no dia que iriamos subir e fomos orientados a subir um pouco mais até El Colorado, que é a estação de esqui mais popular entre os chilenos e que fica no meio do caminho entre Valle Nevado e Farellones.

Na primeira subida fomos para a Estação de El Colorado (fica a 39km de Santiago) e nós contratamos o serviço da Skitotal (todos os preços atualizados no site) para subir até lá e também alugamos o equipamento necessário com eles ainda em Santiago.

O dia em que ficamos em El Colorado foi muito desconfortável porque estava nevando muito, ficamos molhados, com frio e a neve estava muito fofa e difícil de esquiar.  Pagamos uma aula rápida, o que valeu muito a pena para conhecer pelo menos o básico.  As crianças ficam em um grupo especial só para elas. Minha filha não gostou da experiência e não fez nem cinco minutos de aula, mas o meu filho curtiu muito.  Naquele dia eram apenas três crianças na escola: meus dois filhos e minha sobrinha. Como as meninas desistiram, ele teve aula particular.

No segundo dia tínhamos planejado ir para Valle Nevado, mas como a ida a Farellones não havia dado certo e eu queria muito levar as crianças lá para fazer o tubing (você senta em uma boia e despenca montanha abaixo), decidimos não ir para Valle Nevado.

Esse dia em Farellones foi perfeito porque alugamos o equipamento lá em cima, o dia estava com um sol lindo e a temperatura estava mais amena.  Nós adoramos Farellones porque existem mais atividades que podem ser feitas por lá além de esquiar.  Além do tubing, tem o Canopy / Juegos Al aire (tirolesa e arvorismo) e você também pode andar na neve com umas raquetes nos pés.

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As crianças amaram o tubing!

Eu voltaria facilmente e Farellones, mas não iria a El Dorado de novo.

Roubada da Viagem: Alugar o equipamento ainda em Santiago. NÃO FAÇAM ISSO, especialmente se está com crianças pequenas.  Você vai precisar carregar todo o seu equipamento (botas, esqui, roupas pesadas) e o das crianças também porque eles não conseguem carregar.  É pesado, é desconfortável e a diferença de preço entre alugar em Santiago e nas estações não é tão grande. O único porém desse caso é que você precisará chegar cedo na estação para não correr o risco de ficar sem equipamentos.  Uma coisa que vale a pena comprar aqui são as luvas infantis (precisam ser impermeáveis).  Eles tem poucas unidades e todas são grandes e desconfortáveis para as crianças.

Chile com Crianças

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O frio está chegando ao hemisfério sul e nessa época muitos brasileiros aproveitam para realizar um sonho: conhecer a neve.  Os dois destinos mais procurados por nós são Bariloche, na Argentina, e Valle Nevado, no Chile.

O Chile é um país que merece muitas visitas.  Dá pra visitar o Atacama ou visitar a região dos lagos e  vulcões ou ver os Moais na Ilha de Páscoa. Fomos com duas crianças, na época com sete e nove anos, visitar Santiago e arredores.

Reservamos um flat por uma empresa que não existe mais.  Ficava na região central, era muito bacana, tinha vista para a Cordilheira dos Andes, bem próximo ao metrô, mas dava pra conhecer o centro à pé e tinha uma estrutura muito boa.  Uma pena que não dê mais pra passar a indicação.

Nos deslocamos basicamente usando metrô e táxi.  Alugamos carro por dois dias, para ir à Vina de Mar/Valparaíso e para visitar as vinícolas.

Não indico alugar carro para subir para as estações de esqui porque o caminho é tortuoso, íngreme e muito perigoso.  Sem neve, já seria arriscado subir aquela estrada simples.  Com neve, diria que é absurdamente arriscado.

Começamos nosso primeiro dia subindo ao Cerro San Cristóbal, de onde se tem a vista mais bonita para a parte moderna de Santiago com as montanhas ao fundo.

O passeio já começa divertido com a subida de funicular, uma espécie de bondinho. Nós paramos no zoológico. As crianças adoraram! Pinguin, cisne negro, tigre branco, flamingo cor-de- rosa, pavão, macacos animados…
A parte das aves é bem especial, pois você faz o trajeto por uma passarela elevada.  Eu não sou muito dada a interação com bichos em geral, mas as crianças amaram!

Pegamos o funicular novamente e subimos um pouco mais até o Parque Metropolitano. Atenção: o funicular não pára no zoo na descida.

O funicular funciona de 3ª a domingo das 10h às 20h; 2ª das 13h às 20h. Metrô: Baquedano, linha 1-vermelha ou 5-verde. Parada Turistik:Parque Metropolitano.

Logo aos pés do Cerro San Cristóbal começa a Calle Constituición.  Nessa região indico almoçar no Patio Bellavista, uma espécie galeria com muitos bares e restaurantes.  Aproveite para tomar um legítimo Pisco chileno, uma espécia de “caipirinha” chilena.

Próximo post: Neve!!!

Viagem Solidária

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As melhores pessoas que eu conheço amam viajar.  As melhores pessoas que eu conheço amam ajudar.  Por que não combinar dois dos melhores verbos da língua portuguesa?

Essa é a proposta do Volunteer Vacations.  Com a ajuda desse site, você pode viajar para vários locais do mundo ajudando diversos projetos.  É possível trabalhar com animais, idosos, crianças e portadores de necessidades especiais  no Brasil, na África, Índia, Indonésia, EUA.

Que tal dar uma olhada nas possibilidades de viagens lindas que você pode fazer e já começar a planejar quem ou o que você vai ajudar?

DISNEY CRUISE: o que você precisa saber sobre a temporada de furacões no Atlântico

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HURRICANE SEASON

Ao iniciar o planejamento de férias em cruzeiro, é importante entender se existe uma temporada de furacões para o trecho que você irá navegar e quando ela acontece.  A vantagem óbvia de se adquirir um cruzeiro durante a temporada de furacões é o preço. É possível conseguir ótimos descontos na temporada.  Mas será que vale arriscar?

Considerando que as chances de acontecer um furacão no local e período do seu cruzeiro são baixas – mesmo durante a temporada de furacões – e que os preços são consideravelmente mais baixos, eu digo que vale.  O problema é que não dá pra chorar e reclamar caso isso aconteça.  🙂

Nós iremos fazer um cruzeiro exatamente durante a temporada de furacões e optamos jogar a data da viagem mais próxima ao final da temporada, que é no dia 30 de novembro. Essa é uma das ações que pode ser tomada para minimizar ainda mais as chances de encarar um hurricane em pleno atlântico.

No que se refere aos furacões do Atlântico, os americanos monitoram bem de perto os possíveis riscos e atualizam as informações constantemente.  Muito embora a temporada comece apenas em 01 de junho, eles liberam os primeiros relatórios sobre possíveis atividades em abril.  O desse ano já foi liberado e é esperado que esse ano de 2015 seja um dos mais calmos dos últimos anos e que a quantidade de tempestades e furacões se mantenha abaixo da média.  Entretanto é esperado que 03 furacões atinjam terra firme, o que é preocupante.  Vou continuar pedindo a São Pedro que dê uma mão e nos ajude a ter tempo bom e que tudo transcorra conforme o previsto na programação do navio.

Vai fazer um cruzeiro pelo Caribe entre junho e novembro e quer acompanhar as novidades?

Weather Channel sempre disponibiliza informações e vídeos: (inglês)

http://www.weather.com/storms/hurricane/news/hurricane-season-outlook-atlantic-2015-el-nino

Relatório com as previsões feitas pela Universidade do Colorado, uma das mais respeitadas nesse assunto: (inglês)

http://hurricane.atmos.colostate.edu/Forecasts/2015/apr2015/apr2015.pdf

Link para acompanhar tudo o que for publicado sobre o assunto: (inglês)

http://www.globalweatheroscillations.com/

A wikipedia tem uma página sobre o assunto também:

http://en.wikipedia.org/wiki/2015_Atlantic_hurricane_season

O Ricardo Freire fez um post bem elucidativo sobre os furacões aqui:

http://www.viajenaviagem.com/2010/06/furacoes-no-caribe-um-balanco

Caso o pior aconteça e você encontre um furacão no caminho da sua viagem, os navios são tecnologicamente (extremamente) capacitados para detectar qualquer problema e é feito um desvio da rota.  Em alguns casos, eles alteram as paradas ou até excluem uma se for necessário.

O pior cenário é você não conseguir embarcar ou desembarcar do navio porque o porto ou o acesso a ele foi prejudicado.  Por isso é extremamente indicado que você tenha um seguro de viagens  que considere esse tipo de sinistro e é possível fechar o seguro na própria empresa em que você for navegar.

Informe-se sobre o seguro, faça um pacto com São Pedro e aproveite!  Não dá pra fazer mais do que isso, não é mesmo?

Rio de Janeiro com Crianças: Viagem Prática

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Não existe viagem mais prática partindo de Congonhas.  O voo até o Santos Dumont dura apenas quarenta minutos e você consegue antecipar seu embarque caso chegue mais cedo ao aeroporto.  De brinde você ainda passa coladinho no Cristo e no Bondinho enquanto a aeronave se prepara pra descer.

Em termos de tempo total da viagem, muita gente diz que avião e carro levam aproximadamente o mesmo tempo, se considerarmos a antecedência exigida pelas cias aéreas.  Eu nunca fui de carro, mas sinceramente duvido dessa informação. Especialmente se você for como a gente e levar apenas bagagem de mão. Cada um carregou sua malinha e isso reduziu consideravelmente o tempo e o estresse no aeroporto.

Para quem vai pela primeira ou milionésima vez, indico ficar em Copacabana, entre o Posto 5 e o 6, quanto mais perto do Forte de Copacabana melhor.  Nós estávamos em quatro adultos e três crianças de 9 e 12 anos, alugamos um apartamento pelo Airbnb e valeu bastante a pena considerando o abuso dos preços praticados pelos hotéis no Rio em Janeiro. Era confortável, na quadra da praia, perto de muitos restaurantes e botecos.

Da região em que nos hospedamos é possível ir até o Leme, passear no Forte, visitar o Arpoador, aproveitar as praias de Copacabana e Ipanema, tudo a pé.  São percursos de até 2km que são facilmente “caminháveis” na beira da praia, num ritmo bem calmo e gostoso.

A seguir seguem as dicas dos passeios que mais aprovamos na nossa rápida passagem pela Cidade Maravilhosa:

  • Praias: como ficamos poucos dias, passamos um final de tarde no Leblon e uma manhã em frente ao nosso prédio (o que é extremamente prático para quem está com crianças).  Achamos a praia em Copacabana mais limpa, com menos tombo para as crianças e com mais estrutura de barraquinhas. É possível alugar cadeiras e guarda-sol com facilidade.  Tem muito ambulante passando toda hora, o que garante lanchinhos diversos para as crianças (mas enche um pouquinho).
  • Bondinho: o passeio é estruturado e organizado, mas as filas estavam insuportáveis para subir e descer. É possível comprar ingressos antecipados para a visita, mas sem reservar o horário, apenas o dia.  Não acho que compense pagar a taxa de conveniência.  No dia em que fomos estava muito cheio, mas a fila fluiu rapidamente.  Nas duas paradas do passeio existem muitas lanchonetes, lojinhas e banheiros.
  • Cristo Redentor: compre o ingresso com antecedência e para o horário mais cedo disponível.  Vai compensar chegar com o sol ainda baixo e sem um milhão e seiscentos mil turistas disponíveis. 🙂  No período da manhã você consegue fotos melhores porque o sol nasce de frente para o Cristo, na parte da tarde as fotos ficarão contra o sol. Além disso, sugiro que vá de trem. O passeio fica ainda mais emocionante para as crianças.  Na ida tente pegar a primeira fileira no lado esquerdo do trem para que as crianças tenham uma vista privilegiada do caminho.  Na volta, sente-se novamente no lado esquerdo para conseguir ver a paisagem maravilhosa da cidade!
  • Forte de Copacabana: tentamos ir no final da tarde de domingo, mas chegamos tarde.  O forte estava quase fechando e a Colombo estava com duas horas de fila então não entramos, mas ouvi maravilhas sobre o passeio.  De lá fomos andando calmamente, tomando sorvete, até chegar ao Arpoador.
  • Pôr-do-sol no Arpoador: se você deseja ver aquele Rio de Janeiro lindo que se vê na tv, o Arpoador é o lugar.  Na divisa entre Copacabana e Ipanema, coladinho na Forte de Copacabana, é possível ver o espetáculo que o sol dá enquanto se põe no mar.  É uma passeio calmo, grátis e inesquecível.

Pulo do Gato da viagem: alugar uma van com motorista para dar uma volta pelos principais pontos turísticos do Rio e também pelo centro da cidade.  Consegui uma empresa que cobra por hora e achei o serviço bem seguro e pontual.  Passeamos pela Escadaria Selarón, Sambródomo e Maracanã (por fora).  Ainda fomos com ele para o Barracão do Salgueiro. 🙂

Roubada da viagem: no dia em que ficamos na praia do Leblon, quando já estava quase anoitecendo, tentamos pegar um táxi para Copacabana. Por incrível que pareça, num destino turístico de praia, nenhum dos quatro taxistas que paramos aceitou nos levar.  Disseram que não levavam “turistas de praia”.  O detalhe é que apenas as crianças estavam úmidas, mas ainda com uma roupa seca por cima.  Achei um absurdo!

Barra Grande (PI) com Crianças: Passeios

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Antes de mais nada você precisa saber que o mar de Barra grande é quase uma piscina aquecida: não tem ondas e a água é morna, mas é de tombo então precisa ter cuidado com crianças pequenas.  A flutuação da maré é muito grande e quando ela está baixa, formam-se piscinas rasas e é possível passar horas procurando peixes e outros seres entre os corais. Meus filhos amam, dizem que estão no meio do mar e já encontraram até um filhote de baiacu (que foi devidamente devolvido para a água).  Isso significa que é possível ficar sem fazer nada, só relaxando e vendo o tempo passar.

Estando em Barra Grande e não sendo uma dessas pessoas que adora ficar “lagarteando” no hotel, você tem algumas opções de atividades:

  • Alugar uma prancha e praticar Stand Up: como a água é calma, o mar de Barra Grande é bem propício a essa atividade.  Eu aluguei diretamente na pousada em que estava hospedada, mas imagino que existam outros lugares.
  • Fazer aulas de Kitesurf: o litoral piauiense tem muito vento (muito mesmo) e se tornou um point procurado pelos praticantes do esporte mundo afora.  Na própria BGK existe uma escola de kite, mas há outras opções muito recomendadas como a Kite School Barra Grande.  Eu nunca fiz, mas sempre fico com vontade.  Quem sabe na próxima vez?
  • Fazer o passeio do Cavalo Marinho: é possível agendar o passeio no próprio hotel em que você estiver hospedado.  O guia vem te buscar de charrete no hotel e te leva até o mangue.  O passeio é revigorante, lindo, calmo e dura uma hora e meia, mais ou menos.  Você passeia em uma canoa, eles mergulham e buscam um cavalo-marinho ao vivo, na sua frente, dá até para ajudar a procurar os bichinhos.  Depois todos são devolvidos à água.  O percurso no mangue segue por águas rasas e você pode descer da canoa e se deixar levar pela correnteza.  Durante o nosso passeio, caiu uma chuva gostosa de verão e isso emocionou e marcou muito as crianças.  Você pode ver diversos tipos de mangue e de caranguejos. Você sabia que uma espécie deles vive pendurada nas árvores? Rola até uma tensão e um medo de um cair na sua cabeça de repente. 🙂
  • Fazer o passeio do Delta do Parnaíba: O Delta do Parnaíba é o único delta que deságua em mar aberto nas Américas e é o terceiro maior do mundo. O passeio dura o dia todo e inclui um lanche bem servido de frutas de manhã e um almoço bem gostoso.  Além disso, em uma das paradas, eles pegam caranguejos na hora em fazem uma caranguejada maravilhosa à tarde.  É comum ver revoadas de guarás vermelhos, caranguejos e até jacarés.  Pode ser fechado diretamente no hotel.  Querendo reservar antes, indico a  Clip (86) 3322-3129, Eco Adventure Tour (86) 3323-9595, Igaratur (86) 3322-2141 e Morais Brito (86) 3321-1969.  O custo aproximado é de R$50 numa embarcação para até 60 pessoas e R$260 uma lancha para 5 pessoas.
  • Treinar o equilíbrio no Slackline: na BGK eles tem um ponto e as crianças se divertem muito!

Qualquer que seja o seu perfil uma coisa é garantida: você vai descansar e sair de Barra Grande revigorado.

Que tal aproveitar o mês de julho, época em que chove nos estados da Bahia, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Paraíba para conhecer o Piauí?  Eu recomendo!

Barra Grande (PI) com Crianças: Planejamento

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Como legítima piauiense, cresci passando férias no litoral do PI.  Na minha infância e até bem pouco tempo atrás, os turistas do litoral eram quase totalmente piauienses.  Há mais ou menos uns 8 ou 9 anos o litoral do PI foi descoberto por europeus, que vinham em busca de natureza quase intocada e incluíam o PI nas aventuras pelos Lençóis Maranheses e Jericoacoara.  Parnaíba, a maior cidade do litoral, fica mais ou menos no meio do caminho entre os dois pontos (entre 2h ou 2h30 de cada) e forma com eles a Rota das Emoções.

Como Parnaíba fica a aproximadamente 4 horas de carro da capital Teresina e o aeroporto Petrônio Portela não é internacional, os turistas estrangeiros chegavam por Fortaleza, seguiam para Jeri e de lá para Barra Grande e Lençóis.  No ano passado o aeroporto de Parnaíba foi inaugurado após muitos anos e é possível chegar à cidade indo de avião a partir de Teresina e Fortaleza, o que torna mais viável uma escapada de poucos dias apenas para o litoral piauiense, caso deseje. Se preferir conhecer Jeri/Delta/Lençóis, é possível comprar passeios para os outros destinos estando em qualquer um dos pontos da Rota das Emoções e hoje em dia existem agências especializadas e bem preparadas para atender turistas de várias nacionalidades, com operadores fluentes em inglês, alemão, francês e outras línguas.

Os turistas que frequentam o nosso litoral piauiense ainda são predominantemente estrangeiros, o que me entristece um pouco. No entanto, graças a eles, houve uma transformação considerável na estrutura turística do litoral. Há alguns anos, o Piauí servia basicamente como passagem entre Jeri e Lençóis. Os turistas iam, ficavam um ou dois dias, faziam o passeio do Delta e iam embora porque as opções de hotéis, pousadas e restaurantes eram raras. Como havia acontecido em Jeri, muitos estrangeiros foram e nunca mais saíram de lá e vislumbraram em Barra Grande (a um pouco mais de 70km de Parnaíba) uma oportunidade de investimentos. Simultaneamente empresários locais começaram a investir em hotéis, restaurantes e pousadas. Isso mudou o papel de nosso litoral, que deixou de ser uma passagem e virou base para os passeios.

Ao contrário de Jeri, que cresceu desenfreadamente e perdeu um pouco a essência de destino rústico, os empresários que investiram em Barra Grande tem uma preocupação constante com o crescimento desenfreado. Uma vez perguntei a um deles “Vocês querem transformar Barra Grande em uma nova Jeri?” “Não, nunca! Queremos manter a calma e a essência rústica do litoral.”

Está se planejando para visitar a Rota das Emoções? Faça de Barra Grande a sua base! As opções de hotéis são muitas e boas, os restaurantes são ótimos e o preço ainda é bem mais amigo do que o que você encontra em Jeri. No site de Barra Grande você consegue muitas informações sobre hospedagem, restaurantes e passeios. Eu posso falar pessoalmente sobre a Pousada BGK, a mais antiga da região: é pé na areia, confortável, com ótimo atendimento e uma estrutura bacana de bar. Em uma ocasião me hospedei no Chalé Standard e no ano seguinte me hospedei no Chalé Beach Front (que tem o estrutura parecida com uma palafita alta e te possibilita ver o mar enquanto está deitado na sua cama) e indico muito o hotel para quem vai com crianças. Garanto que depois de cinco dias em Barra Grande você vai estar o mais relaxado possível.

No próximo post falarei sobre os passeios da região.

Cruzeiro Disney: Planejamento

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Disney-Cruise-Line

Orlando é um dos destinos mais sonhados, visitados e revisitados inúmeras vezes pelos turistas brasileiros.  Conheço famílias que vão anos e anos seguidos para a Disney World, sabendo que as atrações do destino agradam em cheio os pequenos e os adultos.  Com esse cenário, acaba sendo natural que os brasileiros busquem cada vez mais opções de programas diferentes tendo Orlando como base: muitos visitam a Nasa, alguns passam o dia na cidade de Winter Park, outros preferem aproveitar algumas das praias próximas. Além dessas opções, os cruzeiros da Disney tem se tornado cada vez mais uma alternativa de sair um pouco da loucura do combo parques/compras.

Do Porto Canaveral, em Cabo Canaveral, partem a maior parte dos navios Disney que seguem para Caribe e Bahamas, mas é possível seguir para os mesmos destinos a partir de Miami.  Aliás, além desses dois portos, são muitos os portos de embarque dos navios da Disney: Barcelona, Dover (Ingaterra), Copenhagen, Texas, San Diego, Porto Rico e Vancouver.

Além da diversidade de portos, há também muitas possibilidades de destinos e duração dos cruzeiros.  Considerando isso, sugiro que você comece o seu planejamento pelo site de cruzeiros da Disney.  Logo na página inicial você pode selecionar uma data, destino e porto de embarque.

Mas o que considerar quando se está planejando um cruzeiro da Disney?  Além do básico (destino e duração) você deve ponderar alguns pontos importantes:

  • O tamanho do navio em que você quer embarcar: já vi algumas pessoas preferirem navios menores porque acham que as maiores embarcações ficam muito superlotadas.  A Disney dispõe de quatro navios: o Dream e o Fantasy  tem capacidade para 4.000 passageiros e o Magic e o Wonder acomodam 2.700 passageiros. No site é escolher o cruzeiro a partir do navio desejado.  Além de maiores e mais novos, os dois primeiros tem o famoso Aquaduck, uma espécie de toboágua transparente de onde é possível ver o navio e o mar.
  • Se o destino for o Caribe, é preciso estar atento à temporada de furacões, que vai de julho/agosto a novembro.  O Ricardo Freire tem um post bacana sobre isso aqui.  Tem que ter sangue frio e santo forte para encarar a temporada de furacões, mas vale a pena porque você acaba economizando um pouco na hora de fechar o cruzeiro.  Como disse o Riq, o risco é baixo; mas não pode bater o pé e fazer biquinho se você der de cara com um furacão nessa época.  Vou fazer um post sobre furacões mais adiante porque eu mesma vou na temporada pra lá. #sanguedebarata  #sãopedroémeucamarada.
  • Como comprar o passeio?  É possível fazer isso a partir do próprio site da Disney ou você pode utilizar o serviço de um agente de viagens autorizado a trabalhar com a Disney.  Muito embora seja fácil fazer a reserva pelo site, o agente sempre pode te ajudar a escolher um quarto com uma localização mais bacana e com um custo benefício bom.  Além disso, alguns deles conseguem oferecer créditos a serem usados em atividades no navio.  Eu reservei o meu com a Luciana Misura, mas tenho uma amiga que usou o serviço do Small World Vacations duas vezes e ficou bastante satisfeita também. Usar os serviços de um agente de viagens é uma comodidade excelente que não gera custo nenhum para o passageiro, então acho que vale bastante. Caso queria fazer a reserva diretamente, o blog Viajar hei tem um guia detalhadíssimo de como fazer tudo sozinho.
  • No momento da reserva, é preciso escolher o horário das refeições.  Tenha em mente que se você escolher o main seating o horário de jantar começará às 17h45 e o second seating começa às 20h15.  Acho que famílias com crianças menores tendem a escolher o jantar mais cedo por causa do horário de dormir dos pequenos.  Nós escolhemos o second seating para que a gente consiga aproveitar melhor os finais de tarde.  As famílias que jantam primeiro recebem ingressos para os shows que começam às 20h30 e as famílias do second seating assistem aos shows das 18h15.
  • Faça as reservas de atividades dentro e fora do navio com o máximo de antecedência possível.

Como tudo o que envolve a Disney, é possível encontrar milhares de dicas em diversos blogs, especialmente se você lê inglês.  Todos os aspectos da sua viagem devem considerar a realidade da sua família, então pesquise bastante antes de fechar a sua viagem de sonhos!

Em posts futuros falaremos sobre como minimizar os danos de um eventual encontro com um furacão e sobre as atividades dentro no navio.