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A época em que fomos para o Recife (junho) não é a melhor: o tempo fica instável e chove muito.  Mas, como eu estava querendo muito ir pra lá porque estava com saudades das minhas amigas de faculdade e São Pedro é muito camarada meu, resolvemos arriscar e deu certo.

No Nordeste é assim: PI, CE, MA tem o período de chuvas nas férias de Janeiro.  Nos demais estados as chuvas acontecem em junho/julho/agosto.  Melhor seguir essa programação para não correr o risco de perder suas férias em baixo do guarda-chuva.

O Recife é uma cidade privilegiada em termos de localização. É possível se deslocar pra João Pessoa, Natal e Maceió em 3 horas ou menos. Pra quem vai pra Porto de Galinhas, as opções também são muitas: dá pra visitar as piscinas naturais de Porto e de Maragogi (que fica a 1h30 mais ou menos), conhecer o mangue de jangada, passear no centrinho da vila.

No nosso caso, como ficamos apenas 03 dias e já conhecíamos inclusive Maragogi, optamos por não fazer o passeio das piscinas. Ficamos a maior parte do tempo fazendo o que mais gostamos de fazer: jiboiando.  Como disse no post anterior, as crianças gostaram tanto da recreação que não queriam deixar o hotel.  No primeiro dia, encontramos uma amiga mais que querida e sua família e as crianças brincaram muito!  À noite fomos ao centro de Porto.  Como disse, a vila está bem bacana, mas eu senti uma certa insegurança ao andar nas ruas.  Achei que tinha um pessoal estranho, algumas pessoas usando drogas, inclusive o próprio pessoal do hotel nos advertiu sobre a questão da segurança; mas, tomadas as devidas precauções, dá pra aproveitar sim.  Além do Barcaxeira, que foi a nossa escolha na primeira noite, deram excelentes indicações do Domingos e do (já mais que famoso) Beijupirá.

No segundo dia tivemos a sorte de acompanhar a soltura de tartarugas de pente com o pessoal do Projeto ECO.  Normalmente, as solturas acontecem de janeiro até o final de junho.  Os hotéis ficam sabendo porque o pessoal do Projeto avisa a maioria deles. Nem preciso dizer o quanto fiquei emocionada.  Ver a soltura de tartarugas era uma coisa que eu queria muito fazer, mas achava que seria impossível. Que delícia realizar sem esperar um desejo antigo, não?  Nosso ninho tinha mais de 150 ovos. Destes, 80% chegam às águas e apenas 1 ou 2 atingem a idade adulta. As tartaruguinhas saem em disparada em direção ao mar e esse momento, emoldurado pelo céu azul e pelo sol quase se pondo, transformou a experiência em algo único.   As crianças ficaram absolutamente encantadas.

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No terceiro dia fomos tentar a sorte com os cavalos-marinhos. Em Porto existe o Projeto Hippocampus e eles têm um aquário na vila, mas eu queria mesmo era levar as crianças para o mangue. A Isabella está estudando as capitanias hereditárias e o mangue, então essa era uma excelente oportunidade pra ela ver ao vivo o que está vendo nos livros.  O melhor horário pra ver o mangue e os cavalos-marinhos é no final da tarde, quando a maré baixa.  Nosso intuito era ter ido no dia anterior, mas com o evento das tartarugas não foi possível.  Acontece que aquele era o nosso último dia e à tarde iríamos para Olinda, ou seja, estava até achando que não ia dar certo o passeio. De qualquer jeito, decidimos ir para Maracaípe e tentar a sorte.  Ao chegarmos no centro da praia, fomos abordados por um senhor que disse que poderia nos levar até as balsas que levam pra ver o cavalo-marinho.  Segundo ele, não daria pra ver o mangue seco, mas o rapaz que levasse a gente pros manguezais poderia mergulhar e buscar um pra gente ver.   Se só dá pra ser assim, vai assim mesmo, né? No fim deu certinho: a Isa pode ver vários tipos de mangue e as raízes aéreas de alguns deles e nós todos pudemos ver dois cavalos-marinhos, inclusive um macho gravidinho.

No final ainda nos deram um dica de um restaurante em que dava pra escolher o caranguejo que eles faziam na hora! Fechamos o passeio com chave de ouro, foi maravilhoso! Só não vou indicar o nome porque eu não sei.  Fomos seguindo um dos pescadores no meio do mato (literalmente) até chegar lá!

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